17/05/16

Caso do menino Everton Siqueira começa a ser julgado amanhã na cidade de Sumé




A primeira audiência de instrução e julgamento dos quatro acusados de participação do assassinado do menino Éverton Siqueira, de 5 anos, encontrado morto em outubro de 2015, está marcada pela juíza Michelini Jatobá para amanhã 18 de maio, no Fórum Desembargador Arquimedes Souto Maior Filho, às 8h30, em Sumé, município do cariri paraibano, onde ocorreu o crime.

Éverton foi achado morto em um matagal no início da manhã do dia 13 de outubro 2015 com o tórax aberto e o pênis decepado. Segundo as investigações da Polícia Civil, o menino foi morto durante um ritual simbólico que envolveu quatro pessoas em 12 de outubro, Dia das Crianças.

Foram denunciados pelo Ministério Público da Paraíba a mãe do menino, o padrasto, um amigo da família e o suposto pai de santo que teria sido responsável por comandar o ritual.

Eles são acusados dos crimes de morte por motivo torpe, crime cruel praticado mediante tortura, impossibilidade de defesa da vítima, ocultação e destruição de cadáver, humilhação a cadáver e associação criminosa.

De acordo com a juíza Michelini Jatobá, estão detidos em presídios de João Pessoa a mãe de Éverton, o padrasto e o amigo da famílias. Já o suposto pai de santo foi transferido da capital para um presídio em Catolé do Rocha, no Sertão paraibano, por questões de segurança.

Ainda conforme a magistrada, a defesa da mãe do menino e do amigo da família já havia sido nomeada e é o defensor público Antonio Ventura Chaves.

O promotor do caso é Rodrigo Sá Pires.

“Na audiência de instrução e julgamento serão ouvidas as testemunhas arroladas pelo Ministério Público e pela defesa. Também vai acontecer os interrogatórios dos quatro acusados, que serão trazidos dos presídios com todo apoio na condução por parte da Secretaria de Administração .

É um processo complexo devido a quantidade de réus”, disse a juíza, complementando que o Tribunal de Justiça da Paraíba sabe da repercussão do caso e todo um esquema de segurança será montado no dia da audiência para garantir a audiência dos envolvidas.

O caso

Depois que o corpo de Éverton foi encontrado, um outro homem, que tinha deficiência mental, chegou a ser preso. O homem havia sido apontado como autor do crime pelo padrasto do menino, na tentativa de conseguir ser inocentado. Enquanto estava preso e as investigações ocorriam, ele acabou sendo morto e, segundo a polícia, o principal suspeito deste crime é o padastro de Éverton. Ainda conforme a polícia, o homem que tinha problemas mentais era inocente.

Com Emanuel Alysson

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