19/05/16

Réus se contradizem e negam ter matado o garoto Éverton no início do julgamento do caso




A quarta-feira, 18 de maio, foi de muita expectativa na cidade de Sumé, no Cariri da Paraíba. Os acusados de matar o pequeno Éverton Siqueira, em um crime que chocou a Paraíba em outubro do ano passado, foram ouvidos na primeira audiência de instrução do processo, ocorrida no Fórum Desembargador Arquimedes Souto Maior Filho.

A audiência durou mais de 10 horas e a Justiça agora vai esperar as alegações finais do Ministério Público, para só então definir o destino dos réus. O garoto Éverton Siqueira, de apenas cinco anos, foi assassinado durante um suposto ritual de magia negra, conforme inquérito da Polícia Civil. Foram ouvidos nesta quarta declarantes e testemunhas, além dos quatro acusados do caso.

Os réus em sua unanimidade negaram a participação direta na morte do garoto, alguns deles se contradizendo dos depoimentos já oferecidos por eles à polícia quando foram presos. 

Foi o caso da mãe do menino, Laudenice dos Santos Siqueira, que em todo o depoimento se contradisse muitas vezes e afirmou que não participou diretamente de seu assassinato. O suposto pai de santo Etin afirmou que tinha um caso amoroso com Laudenice e por essa relação, ela teria envolvido seu nome como participante do crime. 

Os dois já chegaram a confessar participação na morte de Éverton anteriormente.
O padrasto Daniel e seu amigo Paulistinha continuaram a negar participação na morte de Éverton. Para a juíza Michellini Jatobá, neste primeiro momento, foram concluídos todos os procedimentos de instrução da ação. 

“O processo agora vai para as razões finais do Ministério Público e diligências foram determinadas para o recolhimento de ofícios e comprovação de algumas das declarações oferecidas.

A magistrada afirmou que ainda não era possível dizer se os réus iriam ou não a júri popular, mas disse que espera em curto espaço de tempo, algo em torno de 2 meses, concluir o julgamento dos réus.

Ao final da audiência, já no início da noite desta quarta (18), muitos sumeenses lotaram a rua do Fórum, que foi isolada ao longo de todo o dia por medida de segurança. Populares gritavam “assassinos” a todo o tempo e pediam justiça para o caso.

O garoto Éverton Siqueira desapareceu no dia 11 de outubro do ano passado e teve o corpo encontrado na manhã do dia 13 do mesmo mês, em um matagal próximo à cidade de Sumé. De acordo com a versão do padrasto, ele saiu de manhã para procurar o garoto e, ao perguntar a uma pessoa conhecida, foi informado que uma criança teria sido encontrada no matagal. Ao chegar ao local, se deparou com o enteado morto em uma vala, com o corpo totalmente aberto e o pênis decepado.

A mãe, o pai, um amigo da família e um suposto pai de santo foram denunciados pelo Ministério Público da Paraíba pelos crimes de ocultação e destruição de cadáver, morte por motivo torpe, vilipêndio de cadáver, associação criminosa, entre outros delitos.


A mãe, o padrasto e o amigo da família estão recolhidos em presídios de João Pessoa. Por motivo de segurança, o suposto pai de santo está preso na penitenciária da cidade de Catolé do Rocha, no Sertão da Paraíba.

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