27/06/16

Novo presidente do INSS defende idade mínima e admite desvinculação do Mínimo


O ex-deputado federal Leonardo Gadelha (PSC) adiantou que defende mudanças na Previdência Social. Ele foi nomeado pelo presidente interino Michel Temer (PMDB) como novo chefe do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) após ser indicado pela bancada de seu partido. Hoje, em entrevista à rádio CBN João Pessoa, Leonardo defendeu com ênfase a necessidade de adotar idade mínima de 65 anos para a aposentadoria do INSS e tentou amenizar as críticas ostensivas que as propostas de reforma da Previdência têm recebido: "É preciso ressaltar que ninguém vai ter seu direito adquirido ferido. O diálogo da Previdência é com as pessoas de meia idade e com os jovens. Essas pessoas precisam entender que a pirâmide está mudando e para que, no futuro, haja condições de continuar pagando os benefícios, precisamos fazer mudanças".
 
Segundo as regras atuais do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), a idade mínima — 60 anos para mulher e 65 para homem — é exigida apenas para quem se aposenta por idade, sendo necessário que tenha pelo menos 15 anos de contribuição para o INSS. 
 
Gadelha foi mais cauteloso ao abordar uma outra sugestão do Governo Temer: a desvinculação do piso previdenciário do salário mínimo. "Remover o gatilho que hoje as aposentadorias têm em relação ao salário mínimo é uma medida um pouco mais polêmica e que talvez possa ser deixada para um outro instante em que tenhamos uma economia um pouco mais fortalecida, mais pujante e possamos dialogar de uma maneira mais clara com a população. Talvez, neste instante, a grande mudança que traria um grande alívio para as contas do INSS seria a instituição de uma idade mínima para a aposentadoria, que só iria afetar pessoas como eu, que tenho 40 anos e os mais jovens, que estão entrando no mercado de trabalho. Todos aqueles que já se aposentaram ou que estão na iminência de se aposentar, não têm o que temer. Seus direitos seriam preservados", resumiu.
 
A posse de Leonardo Gadelha ainda não tem data definida, mas deve acontecer na semana que vem. Ele ainda acrescentou que não teve oportunidade de discutir o atual quadro da Previdência com representantes do governo interino.

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