08/06/16

Vereador serra-branquense aparece em ‘lista suja’ de exploração de trabalho escravo, mas rebate acusações




Uma lista com 349 nomes flagrados por trabalho escravo no Brasil foi publicada ontem pelo site Repórter Brasil, um portal que acompanha os casos de exploração de mão de obra escrava em todo o País. Da Paraíba, o citado na lista foi o vereador serra-branquense Carlos Kléber Ribeiro Barros, flagrado em 2013 durante operação conjunta do Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho e Emprego e Polícia Rodoviária.

À época, a operação foi deflagrada em pedreiras localizadas nos sítios Tamboril e Serra Verde, zona rural de Serra Branca, pertencentes ao parlamentar. Naquele ano, 21 trabalhadores em situação análoga a de escravos foram resgatados na operação e Kléber Ribeiro assinou Termo de Ajuste de Conduta (TAC), com 41 itens, pagando todas as multas previstas.

Uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal, em dezembro de 2014 impediu o governo federal de divulgar novas atualizações do cadastro de empregadores flagrados com mão de obra escrava, a chamada “lista suja”, que esteve público entre 2003 e 2014. A ministra Cármen Lúcia revogou, entretanto, a medida cautelar que impedia a divulgação da lista no último dia 16 de maio, mas como o Ministério do Trabalho ainda não publicou uma nova relação e não possui data para isso, uma nova Lista de Transparência foi solicitada para que a sociedade não fique sem informação a respeito do tema.

Os dados foram compilados pelo Ministério do Trabalho e o documento oficial com o resultado foi divulgado nesta segunda-feira.

A reportagem do portal De Olho no Cariri procurou o vereador Kléber Ribeiro, que comentou as denúncias e rebateu a acusação principal de exploração de trabalho escravo. O parlamentar afirmou que já pagou todas as multas a ele impostas e disse que foi vítima de uma denúncia forjada, que prejudicou em cheio os próprios trabalhadores ditos escravos.

O vereador disse que desconhece uma pedreira que assine a carteira a de trabalho de seus prestadores e que ainda assim já regularizou sua empresa, mas até agora não conseguiu uma fiscalização do Ministério do Trabalho para emitir sua licença de funcionamento.


De Olho no Cariri

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