16/07/16

O vale do ouro, fonte de vida e beleza



Por Luiz Carlos Amorim
Já estive no Douro, há alguns anos, levado por Pierre Aderne e Daniela, e agradeço a eles por me ter dado a oportunidade de conhecer um dos lugares mais lindos de Portugal e do mundo. Fiquei hospedado em uma quinta produtora de vinhos em Peso da Régua e Dani e Pierre nos levaram, a mim e a Stela, ao Crasto, também, para um jantar na quinta do mesmo nome.

Douro e Trás-os-Montes me cativaram. E voltei, nesse junho de 2016, para andar no meio do Rio Douro, através do Rio Douro, pois até então eu havia estado em suas margens, admirando a sua beleza. Peguei uma barca para um cruzeiro até Pinhão, passando pela Régua e pude admirar com mais vagar o grande rio do norte de Portugal e suas margens, pejadas de vinhedos, de um outro ângulo: pude experimentar o olhar do próprio rio. Os famosos socalcos – plataformas cortadas nos morros para que formem degraus -, os terraços ou escadas onde são plantadas vinhas por todos os montes que formam a região do Douro, estavam verdinhos, verdinhos, com os pés de uvas começando a carregar de cachos de uvas.

E ver as margens do Rio Douro muito verdes, intensamente verdes, com suas vinhas carregando de cachos de uvas da melhor qualidade, uvas que vão se transformar nos melhores vinhos, é uma sensação inigualável. Meus olhos míopes se enchem com essa beleza ímpar.

O Douro, região do norte de Portugal que tem esse nome justamente por causa do grande e belo rio que domina o vale, é verdadeiramente um dos lugares mais lindos do mundo. Além da beleza da cultura das uvas – nesta época, início do inverno na Europa, está começando a produzir, lá por outubro é feita a vindima, pois os frutos estarão maduros, prontos para serem colhidos e em seguida as folhas das uvas transformam-se num degradé belíssimo, assumindo quase todas as cores que existem – o Rio Douro é navegável e podemos deslizar através do seu leito para admirar toda essa natureza de beleza incomensurável.

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