04/07/16

Ubam diz eleições 2016 é só desperdício de dinheiro público

A União Brasileira de Municípios (Ubam) que vem lutando pela prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos, desde o início dos trabalhos da reforma política que tramita na Câmara dos Deputados, já previa a situação difícil que deverá enfrentar a maioria dos gestores de todo país que tentarão a reeleição. A proposta da entidade no congresso nacional é que houvesse a coincidência dos mandatos, deixando para 2018 todo o processo eleitoral e evitando gasto que poderá ultrapassar R$ 5 bilhões de reais, fora a justiça eleitoral que só em 2014 gastou R$ 3 bilhões com as atividades judiciárias, que poderia se transforma numa economia de R$ 8 bilhões, para ser investido em educação, saúde e infra-estrutura das pequenas cidades.

Segundo o presidente da Ubam, Leonardo Santana, 60% dos atuais gestores que tentarão a reeleição terão imensas dificuldades de vencer o pleito, por conta da conjuntura atual que beneficia setores da oposição, a qual usará as dificuldades dos e as diversas carências sociais como argumentação de palanque, escondendo os reais motivos desse enfraquecimento das gestões. Ele destacou que a crise moral e econômica que paira sobre o país “engessou as administrações públicas municipais”, tornando impossível aos prefeitos garantirem investimento nas áreas mais cobradas pela população.

Só nos primeiros seis meses de 2016, com a retração da economia, as prefeituras deixaram de receber mais de R$ 2,7 bilhões em recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), inviabilizando o custeio geral da máquina administrativa, acumulando dívidas com contas de água, lua e telefone, diminuído expediente nas sede das prefeituras e secretarias e transformando cidades em verdadeiros canteiros de obras inacabadas.

Leonardo salientou que se a maioria do congresso fosse composta de pessoas sérias e comprometida com a população, não haveria eleição este ano, mas isso afrontaria interesses de muitos que estão ávidos a tomar assento nas prefeituras, mesmo com a situação caótica que elas enfrentam. 

Ele destacou que muitos prefeitos não se submeterão ao processo eleitoral e alguns desistindo da vida pública, descontentes com a política de clientelismo que reina no país, a má distribuição de tributos, o desprestígio dos municípios perante o governo da União, a falta de mais garra dos gestores em torno de uma luta maior pelas cidades, o enfraquecimento dos consórcios e a marginalização do cargo, pois muitos são homens de bem e pais de família, taxados de desonestos.

A Ubam reunirá, nos próximos dias, prefeitos de vários municípios do Nordeste, por região, com o objetivo de orientar os gestores quanto a condutas vedadas no exercício eleitoral, prestação de contas de 2016, política de resíduos sólidos e projetos que possam atrair recursos externos para as prefeituras, principalmente para desenvolvimento de programas ambientais e estruturais.

Ascom/Ubam

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