17/11/16

Cagepa realiza obras de melhoria no sistema de esgotos da cidade de Monteiro




 Com o objetivo de assegurar o bom funcionamento do sistema de esgotamento sanitário existente e evitar futura poluição das águas da Transposição do Rio São Francisco, o Governo do Estado, por meio da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), vem intensificando duas ações na cidade de Monteiro, no Cariri paraibano.

De acordo com o presidente da Companhia, Marcus Vinícius Fernandes Neves, a empresa vem agindo simultaneamente em duas frentes de trabalho: a primeira, fazendo melhorias no sistema de esgotos já existente na cidade. E a segunda, realizando o mapeamento da situação dos esgotos domiciliares, em toda rede coletora operada pela Cagepa no município.

 “No momento em que um dos assuntos mais comentados é a falta de água ocasionada pela seca e, consequentemente, a necessidade urgente da conclusão das obras de Transposição do São Francisco, a Companhia vem fazendo a sua parte. Nossa meta é deixar a cidade de Monteiro em condição de receber adequadamente as águas do Rio”, disse o presidente.

Obras de melhoria do sistema de esgotamento sanitário – No que se refere às obras de melhoria no sistema de esgotos de Monteiro, a Cagepa está realizando intervenções na Estação Elevatória de Esgotos e também na Estação de Tratamento. No total, estão sendo investidos, com recursos próprios da Cagepa, cerca de R$ 310 mil. Essas obras de melhoria beneficiam aproximadamente 24 mil habitantes.

Segundo detalhou Simão Almeida, diretor de Expansão da Companhia, na Estação Elevatória, os serviços consistem na modernização da unidade. “Estamos instalando três novos conjuntos motobombas, um novo grupo gerador de 250 CV, e um novo quadro de comando composto por Soft-starter (partida macia), que substitui o quadro anterior de partida direta”, explicou.

De acordo com ele, essas melhorias na Elevatória dão mais confiabilidade ao sistema, no caso de ocorrer problemas eletromecânicos; assim como garantem mais vida útil para as bombas. “Também estamos realizando obras civis para adequação desses novos equipamentos”, acrescentou o diretor. A previsão é que os serviços na Estação Elevatória estejam concluídos até o final do próximo mês de dezembro.

Já na Estação de Tratamento de Esgotos, segundo explicou a subgerente de microrregiões da Cagepa, Regional Borborema, Érika Marques, as melhorias consistem em serviços de capina, recuperação das placas dos taludes internos das lagoas, recuperação do tratamento preliminar e recuperação dos taludes no entorno das lagoas de tratamento.

Ela esclareceu que a Companhia está realizando intervenções apenas no sistema de esgotamento sanitário que já existe e é operado pela empresa. “Temos em Monteiro um sistema de esgotos que é de 1986. Isto significa que, como a cidade cresceu, é preciso adequar e também ampliar esse sistema que, hoje, atende 65% da população urbana, e equivale a 6.500 ligações de esgotos”, informou.

Ainda de acordo com a subgerente, toda a parte de ampliação desse sistema, composta por três novas Estações Elevatórias, Estação de Tratamento de Esgotos, e rede coletora com novas ligações domiciliares está sendo executada pela Prefeitura Municipal de Monteiro. “Esse novo sistema que está em construção, quando concluído, será interligado ao nosso. E aí sim, a Cagepa passa a operá-lo”, lembrou a engenheira.
Mapeamento das ligações de esgotos - De casa em casa. Tem sido assim o trabalho que a Cagepa vem realizando na zona urbana da cidade de Monteiro. O objetivo, segundo Érika Marques, é visitar 7.286 imóveis que atualmente estão cadastrados junto à Cagepa para verificar as reais condições das ligações de esgotos domiciliares.

“Por meio de nossas equipes de cadastro, estamos entrando nas casas dos nossos clientes e observando como se encontram as instalações internas dos imóveis. Se os esgotos estão sendo destinados corretamente para a rede coletora da Cagepa ou se, por alguma razão, estão sendo lançados indevidamente para outro corpo receptor”, explicou a subgerente, acrescentando que esta avaliação está sendo feita por meio do teste de corante.

De acordo com o cadastrador da Companhia, Manoel de Sousa, o teste de corante ajuda no mapeamento. “Ele é importante para a gente saber se realmente o esgoto domiciliar está caindo na rede coletora da Cagepa. Se a ligação está boa. Se não está dando retorno para a casa do cliente”, diz.

Ele relata que o teste consiste, primeiro, na colocação de um corante dentro da pia ou vaso sanitário do imóvel. Segundo, após uma descarga, por exemplo, na observação, no poço de visita (pv) da rede coletora, localizado na rua, se o esgoto está saindo com coloração. “Se o esgoto que entra no pv estiver com cor, é sinal de que o esgoto da casa está ligado na rede da Cagepa. Porém, se não estiver com cor, é sinal de que o esgoto está sendo destinado para outro lugar”, explica.

Para a dona de casa Judite Ferreira da Silva, moradora do Centro de Monteiro, há 11 anos, não há motivo para dificultar a entrada do cadastrador da Cagepa na sua casa. Satisfeita, ela disse que sempre fez questão de usar a rede coletora que passa na sua porta. “Quando cheguei para morar aqui, o esgoto escorria pelo quintal. Era um verdadeiro lamaçal, uma guerra, porque todo mundo reclamava. Aí, foi a primeira coisa que fiz. Liguei o meu esgoto e, hoje, é muito bom”, afirmou.

A opinião da moradora é a mesma do aposentado Luiz José do Nascimento, que também mora no Centro da cidade. “Fiz questão de ligar o esgoto da minha casa na tubulação da Cagepa. Mas o ruim é o mau cheiro no canal”, disse o morador, se referindo aos esgotos que estão sendo despejados indevidamente no canal, que passa ao lado da sua casa.

Até o momento, segundo Érika Marques, já foram visitados 90% dos imóveis pretendidos. Ela explicou que, de posse das informações coletadas em campo, as equipes passarão a consolidar os números. “Até o último dia 6 de novembro, identificamos no mapeamento a seguinte situação: 4.950 casas estão ligadas corretamente à rede da Cagepa; 106 casas encontram-se lançando esgotos a céu aberto; e, mesmo dispondo de rede da Cagepa em frente ao imóvel e tendo condições para ligar, 10 casas destinam os esgotos para a fossa séptica e 46 imóveis estão despejando os esgotos diretamente na rede de galeria pluvial”, enumerou a subgerente.


Ela acrescentou que a meta da Cagepa é, ao término do mapeamento da rede coletora de esgotos, levar ao conhecimento da Prefeitura Municipal de Monteiro e das demais autoridades competentes todas as irregularidades observadas. “É preciso que cada um faça a sua parte”, concluiu.

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