06/02/2017

Coluna Olho Vivo

Por Simorion Matos

Transposição: quem será o pai da criança?

Algumas pessoas fazem críticas aos senadores Cássio Cunha Lima, Raimundo Lira e José Maranhão, por estarem acompanhando o presidente Michel Temer e o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, nas visitas às obras da transposição.

Os senadores são taxados de “aproveitadores” que estariam pegando carona na obra iniciada pelo presidente Lula.

Particularmente, considero correta a posição dos senadores paraibanos em demonstrarem apoio à obra, porque a transposição não é propriedade particular do PT ou dos seus aliados. Que se credite a Lula a obra redentora, mas todos que estão colaborando para a sua conclusão, merecem também o reconhecimento.

Até porque se a bancada paraibana estivesse ausente e calada, também estariam criticando os políticos, pela omissão.

Dom Pedro II, Getúlio Vargas, Mário Andreazza, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma e Temer. Todos, de alguma forma, tiveram participação no projeto.

Usina de Paulo Afonso é exemplo

“Delmiro teve a idéia, Apolônio aproveitou, Getúlio fez o decreto e Dutra realizou. O presidente Café a usina inaugurou”.

Os versos de Luiz Gonzaga e Zé Dantas citam quem ajudou a concretizar a primeira grande hidrelétrica do Nordeste. Tudo começou com o empresário cearense Delmiro Gouveia que em 1913 construiu uma hidrelétrica, a primeira a aproveitar as águas do São Francisco para gerar energia. A ideia dele era construir mais hidrelétricas no local, projeto interrompido com o seu assassinato em 1917.

Depois disso, foram realizados vários estudos no sentido de construir uma grande hidrelétrica no rio  São Francisco. Até que o pernambucano Apolônio Sales, foi nomeado ministro da Agricultura no governo Getúlio Vargas em 1942. Apolônio entregou um anteprojeto da criação da Chesf, que aproveitaria o potencial hidrelétrico de Paulo Afonso, ao presidente Vargas, que assinou um decreto criando a companhia estatal. A saída de Vargas adiou a fundação da Chesf, mas o projeto continuou e foi concretizado.

Paulo Afonso há muito tempo é realidade, assim como a transposição brevemente será. Políticos de todos os partidos devem estar irmanados no projeto. E, lembrando o rei do baião, quando as águas chegarem em Monteiro e Boqueirão, cantaremos juntos: “Dom Pedro deu a idéia e Lula iniciou. Dilma prosseguiu a obra e Temer inaugurou”.
Mas o verdadeiro “pai” da obra é o povo brasileiro.

João Henrique amplia bases  
                                  
Mesmo tendo sido o 3º mais votado na Paraíba em 2014, o deputado João Henrique (DEM) não se acomoda e continua ampliando suas bases de apoio para as eleições de 2018.
Semanalmente o parlamentar faz visitas e contatos nos diversos municípios, além de manter um trabalho permanente em João Pessoa e Campina Grande, onde apoiou vereadores muito bem votados.

Em Monteiro, João Henrique recebeu recentemente manifestações de apoio de várias lideranças que antes seguiam o ex-deputado Carlos Batinga, seu principal adversário na região.\\\.                                                                                                                                              
Consórcio de saúde em Princesa Isabel

Aconteceu em Princesa Isabel, na quinta-feira (2), uma reunião do Consórcio Público Intermunicipal de Saúde da Região de Princesa Isabel (CISPI).
Compareceram além do prefeito anfitrião Ricardo Pereira, representantes das prefeituras de Água Branca e Tavares, o prefeito de Manaíra, Manoel Bezerra Rabelo, a prefeita de São José de Princesa, Maria Assunção Vieira, e o prefeito de Juru, Luiz Galvão.

O prefeito Ricardo Pereira foi eleito, por aclamação, presidente do Consórcio. O prefeito Manoel Rabelo, foi eleito vice-presidente e a prefeita Assunção Vieira, foi escolhida como secretária.

O presidente eleito, Ricardo Pereira, foi Secretário Municipal de Saúde e diretor do Hospital Regional, o que lhe garante experiência suficiente para a realização de um grande trabalho.

Bate rebate                                                                                                                
O candidato derrotado à prefeitura de Princesa Isabel, Sidney Filho (PSDB), bateu forte no prefeito Ricardo Pereira (PSB), durante o programa Agora é a Hora, na Rádio Princesa AM, apresentado por Alberto Ribeiro e Júnior Campos no sábado (4). Criticou Ricardo por aceitar o aumento de 50% no salário de prefeito, E questionou a qualidade técnica de boa parte da equipe de governo, dizendo que a escolha dos auxiliares do prefeito foi feita com critérios políticos. Também censurou o aluguel de um imóvel para sediar o novo gabinete do prefeito, quando já existe um prédio próprio da municipalidade.

Sidney Filho informou que vai montar na cidade o seu escritório e que fará uma oposição permanente, fiscalizando a administração municipal.
Em Princesa Isabel respira-se política 25 horas por dia. É moído...

Investindo no esporte

A prefeita Anna Lorena confirmou que pretende investir bastante no esporte monteirense. Ela já está trabalhando junto ao governo federal pela liberação de recursos para um projeto de construção do Complexo Esportivo, onde hoje existe o Estádio Feitosão. Pelo projeto o Complexo Esportivo de Monteiro deverá ter campo de futebol com pista de atletismo, quadra poli esportiva, academia de ginástica, piscina, arquibancada, vestiários e área administrativa.

Por laços de família, Anna Lorena é bastante identificada com os esportes em Monteiro, principalmente com o Estádio Feitosão. O seu tio, Cícero Ernesto Leite, iluminou o estádio, quando era presidente da SAELPA. E o gramado foi implantado pelo seu pai, o então prefeito Dr. Chico.   

Coisas & casos

O publicitário monteirense Antônio Romualdo, possuidor de um grandioso acervo, tem nos brindado nas redes sociais com belíssimas fotografias que retratam a história de Monteiro, dentre elas, a fachada do Cine Galdino. Se é pra falar de saudade, vamos republicar a crônica que fizemos há algum tempo:

A magia do cinema nos anos 60 em Monteiro

Duas casas de projeção, em épocas distintas, proporcionaram encantamento e diversão em Monteiro. Primeiramente, o cinema de Chico Venâncio, com projetor de 16mm. Era localizado em frente ao Grupo Escolar Dr. Miguel Santa Cruz, em cujo prédio, hoje pertencente ao município, funciona o Teatro Jansen Filho.

Quando Chico Venâncio deixou de exibir filmes, o prédio passou um tempo desativado. Depois o cinema foi reativado por Ju de Silva Brito. Na reabertura foi exibido o filme Doutor Jivago, com Omar Sharif, Julie Christie e Geraldine Chaplin.

No início dos anos 60 o empreendedor José Galdino da Silva nos brindou com o majestoso Cine Galdino, considerado na época um dos melhores do interior, no circuito Paraíba/Pernambuco. O Cine Galdino tinha cadeiras no salão térreo e no piso superior.  Dois grandes projetores de 35mm e tela gigante cinemaScope.

Entre os garotos da cidade eu era privilegiado. O meu pai, Tenente Simões e um meu irmão, Naon, operavam os projetores. Isto me dava o direito de muitas vezes, à tarde, assistir ao filme antes da exibição normal, que acontecia à noite. É que normalmente, à tarde, eles conferiam todo o filme, para checarem se a fita estava sem qualquer problema. Eu ficava de bituca, vendo tudo. Os latões com os filmes vinham no trem, de Recife até Sertânia. De lá até Monteiro, eram trazidos no carro de Antônio Feliciano.

Era a época de ouro do faroeste, dos dramas. O cinema nacional, com sonoridade precária, apresentava Oscarito, Zé Trindade, Mazzaropi, Grande Otelo, entre outros.

Na entrada, Dona Daura Viana recebia os bilhetes de ingresso. O público se dividia. Os mais bem comportados, os casais, os ´mais maduros` ocupavam as  cadeiras do térreo. Já ´os mais afoitos` preferiam o piso superior. Diziam as línguas ferinas que alguma moça que fosse com o namorado assistir o filme na parte superior do cinema, estava com “má intenção”. As que iam, ficavam “faladas”.

Se, durante o filme, a fita quebrasse ou acontecesse algum defeito, a algazarra era grande, com os insatisfeitos batendo nas cadeiras. A luz do salão era acesa prontamente, e só apagava para o reinício do filme.

Atento a tudo, Severino Carrabé vigiava o salão. Com sua potente lanterna, focava na cara de quem acendia um cigarro ou colocava o pé numa desocupada cadeira vizinha.

Assim era o Cine Galdino. Antes de entrar para a sessão, valia a pena saborear o sorvete de Sebastião Targino ou tomar uma laranjada Crush no bar de Augusto Galdino, chupar um rolete de cana de açúcar ou se abastecer no carrinho de pipoca de Ci Coroca. Os colecionadores aproveitavam para conferir os gibis mais recentes, espalhados na calçada.

Tempos mágicos aqueles, que deixaram boas recordações. Muitos que fazem parte desta história já se foram. Zé Galdino partiu, buscando as Pilastras Do Céu. Tenente Simões viajou com seu amigo Rosil Cavalcante e ao encontrar Aldo Falcão, relembrou 2001, uma Odisseia no Espaço.  Naon se foi antes do combinado e não esperou Os Girassóis da Rússia. E Severino Carrabé levou consigo a lanterna que era alimentada por pilhas Ray O Vac. Hoje certamente, em Tempos Modernos, ele acenderia uma caneta a laser.

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