01/11/2017

A Rua Etelvino Lins onde eu brincava....


POR FÁBIO BRITO

Passava caminhando a pouco mais de 10 dias, voltando do velório da inesquecível Lourdinha de Amaury, pela Rua Etelvino Lins e me deparava com uma descarga de emoções e lembranças igualmente inesquecíveis.

Logo ao dobrar a esquina, na casa de Joana e Dorge, encontro com o amigo Doriedson, lapa de menino que dava trabalho a seu irmão Fi, e a todos nós querendo brincar nas “brincadeiras dos maiores” apulso.

Um pouco mais adiante passo em frente à casa de Bernadete, a “belas-pernas” como chamava Dorgival. Uma das minhas primeiras namoradas, quantas lembranças.

Mais um pouco adiante o antigo campinho de vôlei, perto da casa de Daniel e Norato. 

Lá fizemos o torneio de vôlei onde me sagrei campeão ao lado de Welson, o primo de Pedro que vinha lá de outra rua pra brincar com a gente.

Por ali também era o ponto onde o time de Dorgival se reunia para enfrentar o time de Roberto da rua do cemitério no clássico de rivalidade no campo do estadual valendo a aposta que era revertida em din din pra todo mundo após o jogo.

Mais a frente me lembrei passando pela bueira, que certa vez, acho que pra impressionar Tetê que ficava na casa de Edglay, fui buscar uma bola que ela havia jogado sem querer no jogo de vôlei “Em cinco corta”.... Fui até lááá embaixo buscar a danada, e era comum muitos de nós entrarem lá, para demonstrar sua coragem vendo quem ia até mais longe, em meio ao cheiro podre, sapos e baratas.


Nossa! Quantas lembranças durante um percurso tão curto. “A rua onde brincávamos”.  Não pode ser apagada jamais da nossa memória.

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