14/03/2018

UEPB oferece teste para tuberculose


A partir da próxima segunda-feira (19), o Laboratório de Análises Clínicas (LAC), vinculado ao Departamento de Farmácia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), passa a prestar um novo serviço à comunidade na área de Saúde, com a oferta gratuita do teste tuberculínico, destinado às pessoas com suspeita de tuberculose. A prestação desse serviço, que envolve as ações de extensão do LAC, é resultado de uma parceira firmada entre a UEPB, a Secretaria de Saúde da Paraíba, secretarias de Saúde de vários municípios vizinhos a Campina Grande, além do Ministério da Saúde (MS).

De acordo com a professora Maricelma Ribeiro, coordenadora do projeto de extensão “Diagnóstico da Tuberculose”, essa união entre várias instituições foi fundamental para que o teste possa chegar a um número maior de pessoas, aumentando o combate à doença em todo o Estado da Paraíba. “A partir do dia 19 vamos passar a receber pacientes com suspeitas de tuberculose para realizar os testes. Qualquer pessoa que esteja tossindo há mais de três semanas, por exemplo, ou que tenha algum tipo de suspeita, deve ir até uma unidade de saúde do município, solicitar um encaminhamento pelo médico ou enfermeiro que o atendeu e vir até o LAC realizar o teste. O atendimento será de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h”, explica professora Maricelma Ribeiro.

O anúncio da oferta desse serviço aconteceu durante a realização do 1º Seminário Multiprofissional em Tuberculose, realizado durante a tarde desta terça-feira (13), no Auditório do Curso de Psicologia da UEPB. O evento reuniu profissionais da área da Saúde de 50 municípios da região, além de estudantes de graduação e pós-graduação da Universidade. Ainda segundo a professora Maricelma, a tuberculose é uma doença infectocontagiosa, com alto grau de transmissibilidade e morbidade, o que aponta para a formação de uma rede de conscientização e combate à doença de forma eficaz e constante.

Também participaram das atividades de discussões do Seminário Multiprofissional em Tuberculose a professora Tânia Ribeiro, coordenadora do evento; o professor José Pereira da Silva, pró-reitor de Extensão da UEPB; a professora Alessandra Teixeira, diretora do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS); Lívia Borralho, chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas; Rui Sousa Júnior, consultor técnico do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde; e Bergson Vasconcelos, coordenador da Rede de Laboratórios da Tuberculose.

Especialistas discutem plano para o fim da tuberculose

 Durante as palestras ministradas no 1º Seminário Multiprofissional em Tuberculose, vários especialistas elencaram discussões que tinham como objetivo a execução de um plano para o fim da tuberculose. Foram debatidos os indicadores socioeconômicos associados ao coeficiente de incidência de tuberculose, as características dos locais com maior incidência da doença, além de estudos sobre a confirmação de casos no Estado da Paraíba.

 Segundo apresentou Lívia Borralho, chefe do Núcleo de Doenças Endêmicas, em 2017 foram confirmados 1.121 novos casos de tuberculose no Estado, sendo que 30 foram a óbito, além de 86 pessoas portadoras do vírus da Aids terem desenvolvido a doença. “Do total de casos novos, 87,2% são de casos pulmonares. Isso confirma o alto grau de contágio da doença e merece uma atenção especial para as medidas de tratamento logo no início do aparecimento dos primeiros sintomas”, disse.

 Já Rui Sousa Júnior, consultor técnico do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde, explicou como funciona o Sistema Nacional de Laboratórios de Saúde Pública (SISLAB), apontando a divisão da Redes Nacionais de Vigilância Epidemiológica, Ambiental em Saúde, Sanitária e de Assistência Médica. “Dentro desse sistema estão os Laboratórios de Referência Nacional, Regional e Estadual. É preciso que essa rede trabalhe de forma integrada para que nossa atuação acontece de forma eficaz”, destacou Rui.

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